Brasileiros com ideias inovadoras podem ser ‘parceiros’ da Nasa

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Brasileiros com ideias inovadoras, porém, sem tecnologia para desenvolvê-las, poderão ter como “parceiros” a famosa agência espacial americana National Aeronautics and Space Administration (Nasa). Durante visita a uma faculdade de engenharia de Sorocaba (SP) nesta quarta-feira (15), o diretor de transferência de tecnologia informou que sociedade é possível e está mais próxima do que pensam.

“Os empreendedores, mesmo os pequenos, poderão ter acesso às tecnologias da Nasa. Basta imaginar, dentro de sua área de atuação, o que falta, o que não existe e que poderia ajudar o mundo de alguma forma”, explicou Michael Lester durante palestra ministrada na Faculdade de Engenharia de Sorocaba (Facens).

Segundo Lester, são milhares os projetos desenvolvidos e patenteados pela agência. “Há mais coisas do espaço na nossa vida na Terra do que a gente imagina. Um exemplo são algumas tecnologias utilizadas nos celulares”, diz Lester. Segundo ele, os projetos são das mais diversas áreas: mecânica, aeronáutica, comunicação, medicina e biotecnologia, meio ambiente, eletro-eletrônicos, ótica, sensores, tecnologia de informação e outros.

Por isso, antes de se cadastrar no programa de transferência de alta tecnologia da Nasa, é importante buscar no site da agência espacial se o produto idealizado ainda não existe. Se for o caso, o interessado encontra na mesma página as instruções para se candidatar a uma possível parceria. Para isso, é importante ter inglês fluente ou estar acompanhado por alguém que tenha, já que o vocabulário é avançado.

Para facilitar a parceria, a Nasa pede que o empreendedor abra uma filial da empresa na Flórida, onde fica o Kennedy Space Center, uma das dez unidades da agência, responsável pelo desenvolvimento do programa. De acordo com o Lester, é importante estar perto do local onde o projeto será executado. “Nós estamos procurando parceiros, investidores. A Nasa vai fornecer peças, números, fórmulas e tudo o que for necessário. O empreendedor vai ter acesso aos laboratórios da agência e conversar com os cientistas, porque ele precisa entender a tecnologia usada no produto que ele vai usar ou vender”, explica o diretor.

O objetivo do projeto, feito por um departamento que cuida exclusivamente de tecnologia e inovação, é que o produto seja feito nos Estados Unidos e, depois de patenteado, trazido para o Brasil. Duas empresas brasileiras, de acordo com o diretor, já estão trazendo uma patente da Nasa, mas ele faz mistério em relação ao assunto. “São empresas do mesmo segmento que pensaram exatamente no mesmo produto, sem que uma soubesse da existência da outra. No fim, elas chegaram a um acordo e se uniram para criar o projeto”, conta Lester.

Ele e o presidente da Câmara de Comércio Brasil-Flórida, Jefferson Michaelis, que participa do conselho do programa, vieram ao Brasil para visitar cinco cidades. Segundo eles, Sorocaba foi uma das escolhidas devido ao Parque Tecnológico, que impressionou a dupla durante visita em 2013.

Possível parceria

Ainda é cedo para confirmar, mas o gerente de operações da Facens, Adriano Pila, acredita que é possível estabelecer uma parceria com a Nasa. “Já temos alguns produtos em pauta, mas ainda estamos conhecendo o programa”, diz. O diretor da faculdade também não descarta o desenvolvimento de um produto nos laboratórios da Nasa. “Vamos dar continuidade a isso. Se houver alguma tecnologia da Nasa que nos interesse para desenvolver algum projeto, podemos aderir ao programa”, afirma Paulo Carvalho.

No final da palestra, houve o sorteio de dois pares de convites para conhecer o Kennedy Space Center, em Cape Canaveral, na Flórida. No fim do mês, a faculdade vai sortear mais um par – dessa vez, com todas as despesas de viagem pagas.

Fonte – G1

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