App criado por estudantes ensina leigos a tocarem instrumentos

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Um aplicativo criado por estudantes da área de tecnologia, em Santos, no litoral de São Paulo, pode se tornar uma ótima ferramenta para o aprendizado musical. O grupo desenvolveu um programa que utiliza um “óculos inteligente” para deixar a tarefa dos iniciantes mais fácil. O Virtual Band foi premiado no início de março como projeto inovador e chamou a atenção de empresários durante um evento de apresentação na capital paulista.

Segundo o professor dos alunos, João Carlos Gomes, as conversas ainda estão no início. “Houve o interesse de um empresário que acompanhou a apresentação em São Paulo. Isso é legal, o que mostra que a ideia deles é perfeitamente viável. Vamos apresentar o projeto em Santos também”, explica.

O grupo produziu um vídeo que explica como o programa deverá funcionar. A animação pode ser vista acima e é semelhante ao game “Guitar Hero”.

Os estudantes Hamilton da Silva, Carla Mendanha, Rodolpho Costa e Matheus Fernandes são calouros do curso de Análise de Desenvolvimento de Sistemas da Faculdade de Tecnologia de São Paulo (Fatec) Rubens Lara. Eles participaram do Desafio Inova, concurso entre as faculdades públicas de tecnologia do Estado que premia projetos inovadores. “Entre mais de 1.500 participantes, ficamos em terceiro lugar com o Virtual Band. No entanto, mais legal que o prêmio foi perceber que é possível levar essa ideia adiante”, afirma Carla Mendanha, a única mulher do grupo.

Como os quatro jovens têm em comum o gosto pela música, pensar em algo que ajudasse no estudo de qualquer instrumento facilitou a elaboração do projeto. “Aqui, um toca violão, violino, outro guitarra, piano, então sabemos como é aprender ‘na raça’. Vale destacar que o aplicativo não substitui o método tradicional, com teoria, mas estimula e agiliza o aprendizado”, diz Matheus Fernandes.

Como funciona
A base do programa foi desenvolvida para “rodar” em um óculos de realidade aumentada, como o HoloLens, da Microsoft, ou Google Glass, da Google. O acessório atua como um visor holográfico, projetando e reproduzindo imagens no ambiente que o usuário estiver.

“Dá para pensarmos que o óculos funciona como um smartphone, ao qual estamos acostumados. É um celular no olho, você consegue ver tudo, normal e translúcido, mas quando ativa o sistema operacional e acessa o aplicativo, as coisas vão invadindo a tela”, explica Carla.

No caso do Virtual Band, o usuário que estiver tocando uma guitarra, por exemplo, vai olhar para o instrumento e as notas ou posições aparecerão na tela. “As imagens são virtuais e indicam o lugar do toque, conforme a música. A princípio, vamos alimentar o banco de dados com algumas músicas, mas o ideal é que o usuário complete como quiser”, acrescenta Fernandes.

O “professor virtual” já possui um plano de negócios elaborado pelos próprios alunos da faculdade e está sendo aprimorado com o auxílio de professores de várias disciplinas.

Fonte – G1

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